O vulcão explode as forças da natureza,
a lava desce pelas costas da montanha.
Estes rios de magna de estranha beleza,
são mistérios para nossa mente tacanha!

Águas deságuam com força estrondosa,
formando a nevoa o mais belo dos arkiris.
Na singela beleza de um buquê de rosas,
a cristalina magia a impregnar minha íris.

Um relâmpago diáfano rasga a atmosfera,
como indomável corcel no prado a cavalgar.
O cheiro do ozônio anuncia o que se espera,
na força da chuva que prenuncia tudo alagar.

Abro os olhos tomados pelo torpor matutino,
inutilmente tento meus pensamentos alinhar,
esguio na cama seu corpo-vulcão amarantino,
deságuo num relâmpago, sou lava a queimar...

Ermindo Gomes Rocio





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