A lua espargindo seus raios de prata,
sobre as ondas encrespadas do mar,
que nas águas se repartiam a saudar,
como um súdito fiel à lua talassocrata*.

Nos dois ali juntinhos tudo observavamos,
absorto entre a lua e a luz daquele mar,
me perdia entre a lua e seu doce olhar,
pois como escravo fiel teus olhos mirava.

E na profundeza deste mágico momento,
cúmplice a areia aos nossos pes os amolda,
como convite ao meu primeiro movimento.

A lua servil se esconde a sombra nos cobre,
como convite ao nosso amor que ela tolda,
ali na penumbra rola o amor que ela encobre.

Ermindo Gomes Rocio

*talassocrata: que ou aquele que exerce domínio sobre o mar



ERMINDO GOMES ROCIO - VOLTAR