Vejo a Paz no silêncio deste oceano,
no risco solitário d’uma gaivota no ar,
na voz cristalina e aguda do soprano,
e também na alegria da criança a pular.

Vejo a Paz na brisa suave na relva,
na areia pintada pelas ondas do mar,
no tapete pujante do verde da selva,
no pássaro quieto no galho a cantar.

Vejo a Paz na luz sol que se apaga,
no horizonte em um dia que queda,
e também na chuva que o solo alaga.

Que a Paz se transforme numa chama,
lavre nosso mundo como uma labareda,
encontrando no teu coração tua alfama.

Ermindo Gomes Rocio



ERMINDO GOMES ROCIO - VOLTAR