Noite calma tudo é solidão,
olho os contornos da praça,
que pouco a pouco lá se vão,
na escuridão que tudo abraça.

A vida queda-se numa prece,
e a natureza com seu manto,
que tudo encobre e enegrece,
no orvalho semeia seu pranto.

Minhas lágrimas que descem,
encontram nas flores seu leito,
e faz seu sol dos raios da lua.

Paro! porque chorar por quem,
traz escondido dentro do peito,
a imensa friagem que vejo na rua.

Ermindo Gomes Rocio





ERMINDO GOMES ROCIO - VOLTAR