No paradoxo da dor que une e separa,
este espaço entre a tua e a minha alma,
vivo imerso na duvida minha vida para,
no imenso peso que é este meu carma.

Na ampulheta da vida os grãos lá se vão,
deixando o calendário na face estampado,
muda o tempo e envelhece meu coração,
cristaliza a saudade no amor esfarrapado.

Triste sina cumpre assim os dois a querer,
que o outro a um sucumba e peça perdão,
tolos e cegos são os dois em não querer ver,

que os órfãos de amor perdem tudo na vida,
pois que na altivez o amor não se cultiva não,
e só o perdão pode unir, duas almas divididas.
 

Ermindo Gomes Rocio






ERMINDO GOMES ROCIO - VOLTAR