Vejo-te abrindo o velho portão,
caminhar pela ruela do jardim,
passear entre flores e jasmins,
túlios, tulipas, rosas em botão.

Reconheço seu  passo ritmado,
chegar ao alpendre abrir a porta,
Ah ! o perfume que inebria e corta,
coração a bater descompassado.

Sua figura ilumina todo ambiente,
recupero a força é a sua imagem,
abro os olhos devagar, miragem !
Ah ! as lágrimas rolam displicentes..

Visão ainda embaçada fito o portão, 
acordo na sala triste só e indisposto,
outra lágrima solitária rola no rosto, 
foi de novo aquele sonho, triste ilusão...

Sonho !..

Ermindo Gomes Rocio



ERMINDO GOMES ROCIO - VOLTAR

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